Tenho um amigo que não tem cachorro. Trocou por um sistema de monitoramento com câmeras que, segundo ele, sai bem mais barato. Em compensação, o seu vizinho tem um cãozinho no quintal, chamado carinhosamente de Pitoco. O bicho é tão grande que parece um cavalo.
Depois de algum tempo que o novo vizinho chegou, meu amigo começou a notar que todo dia tinha um presente bem no seu portão. Não era um presente. Era um presentão com um mal cheiro que invadia sua casa e calava fundo nas narinas. Para saber quem era o meliante que estava praticando tal ato, ele voltou a fita do seu sistema e viu que era o vizinho do lado; não o vizinho, mas o cachorro dele. Todo dia às 5h30 minutos (hora que o vizinho saía para trabalhar) lá estava o monstrengo em frente ao seu portão. Indignado ele foi falar como o dono do bicho. Falou sobre as ocorrências e o vizinho prometeu tomar as devidas providências.
O negócio deu certo. Acabou o problema. Ledo engano. Aconteceu de novo. Voltou a falar com o vizinho. Aquilo o estava levando à loucura! Já chegava ao trabalho estressado. Ele tinha que fazer alguma coisa.
Eis que um belo dia ele abre seu portão e deu de cara com o monturo fedorento novamente. Apesar de ser um sujeito comedido, naquele momento ele foi acometido de uma ira sem limite. Correu para seu sistema de vídeo e não deu outra: exatamente às 5h30 minutos lá vem o Pitoco todo apressado, parou em frente ao seu portou e despejou a merda toda. Foi nessa hora que meu amigo tomou a decisão: pegou uma pá, juntou o produto e vupt na garagem do vizinho.
Nesse dia ele chegou ao trabalho com um brilho estranho no olhar e uma cara de felicidade que ninguém entendeu.






























